Uma doença silenciosa que ataca o nervo óptico, comprometendo a visão, podendo causar, inclusive, a cegueira irreversível. Trata-se do glaucoma, problema visual que não tem cura, mas que pode ser controlado e cujo diagnóstico precoce é de suma importância para o sucesso do tratamento, conforme explica o oftalmologista do Centro de Olhos de Mossoró (CEOM), Dr. Flávio Giulliano P. Miranda.
Segundo ele, a doença é uma das causas mais comuns da cegueira irreversível no mundo e se divide em vários tipos. Além do crônico, existem outras três variações do problema ocular, sendo elas: aguda, congênita, e secundária a outras doenças oftálmicas.
De acordo com o profissional, qualquer pessoa pode desenvolver glaucoma, porém o risco é maior nos seguintes casos: idade superior a 40 anos, histórico de glaucoma na família e pressão ocular elevada. Afrodescendentes, diabéticos, altos míopes, pessoas que fizeram uso prolongado de corticoide e vítimas de trauma ocular prévio também contam com mais riscos de desenvolver a doença. “Se você possui um destes fatores de risco é importante que se submeta periodicamente a exames oculares", explica Dr. Flávio.
A importância de realizar o exame oftalmológico periódico reside no fato de que o principal para o controle da doença é o seu diagnóstico precoce. Além disso, é necessário seguir o tratamento indicado e realizar o acompanhamento regular através de exames oculares específicos.
“O oftalmologista está capacitado para avaliar o seu risco de desenvolver glaucoma e poder indicar o tratamento adequado para cada caso, o que ajudará a retardar o progresso da doença e prevenir a cegueira”, explica o médico.
O tratamento, de acordo com Dr. Flávio Giulliano Miranda, é feito com base em medicações que objetivam controlar a pressão ocular. Nos casos em que a medicação não surte efeito, então, é realizado o tratamento cirúrgico.
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26 de julho de 2011
7 de julho de 2011
Oftalmologista alerta sobre os cuidados na utilização dos óculos de sol
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| Maioria dos óculos infantis não possui proteção contra raios ultravioleta |
A oftalmopediatra do Centro de Olhos de Mossoró (CEOM), Dra. Maria Helena Saldanha, explica que a incidência frequente dessa radiação tem efeito cumulativo e pode ocasionar a catarata precoce e o pterígio, entre outras doenças oculares. Daí a necessidade de proteção. “O ideal é que todo mundo aqui use chapéu”, diz a profissional.
Os óculos escuros, no entanto, só devem ser utilizados mediante a comprovação de lentes com proteção ultravioleta, caso contrário, os prejuízos para a visão podem ser ainda maiores. No caso das crianças, os cuidados devem ser redobrados.
Elas estão cada vez mais adiantadas e querendo acompanhar os adultos em tudo. Quando o assunto é o visual a situação não é diferente e a moda também investe para atrair a atenção da garotada. Comumente, são vendidos quites infantis que incluem, em sua composição, óculos de personagens da moda ou em cores atraentes. Os pais, no entanto, precisam estar atentos e não devem ceder aos caprichos dos filhos.
Dra. Maria Helena diz que não prescreve óculos de sol para crianças, pois a maioria dos os óculos infantis não possui filtro contra os efeitos dos raios ultravioleta, não protegendo adequadamente.
A profissional também alerta para a necessidade de procurar ajuda especializada e consultar um oftalmologista, que é o profissional qualificado para o diagnóstico dos problemas da visão.
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